Salada de feijão e milho

Tem essa salada de feijão que fiz semana passada que é tão gostosa que preparei de novo dois dias depois. Mas tem também uma entrevista minha no site Vista-se. As duas coisas me deixaram muito feliz e não sei do que falar primeiro.

Comecemos pela entrevista. Em novembro a super simpática Renata Octaviani do Veg Vida perguntou se eu topava ser entrevistada por ela. Eu topei e a longa lista de perguntas que ela me enviou acabou rendendo um texto quilométrico, o que precisou de muita edição (e seis mãos pra fazer o trabalho). O resultado pode ser conferido aqui. Eu consulto o Vista-se regularmente e sempre fico impressionada com a qualidade do trabalho do pessoal, logo estou mais que honrada de aparecer por lá. Obrigada mais uma vez, Renata, e não esqueça que as portas do meu humilde lar continuam abertas, caso você queira nos visitar.

Agora a salada de feijão. Gostaria de ter uma história mais interessante pra contar, mas a verdade é que não sei bem como surgiu a idéia de preparar essa salada. Acho que foi assim: vi várias receitas de salada de feijão preto com milho (aparentemente um clássico tex-mex) na internet, fiquei com vontade de experimentar, um dia acordei com vontade de comer feijão, lembrei da salada, improvisei com os ingredientes que tinha na cozinha, adorei o resultado, dois dias depois refiz a salada, me apaixonei pelo prato, fim. Pra uma pessoa que adora comida com história como eu, isso é um pouco frustante, mas a salada é tão boa que compensa. Lembra as saladas de feijão verde que fazemos na minha terra (o RN), mas com milho, cominho e sem feijão verde. Usei feijão vermelho no lugar do feijão preto tradicional, porque era o único que tinha em casa, mas gostei tanto que acho que vou usar sempre o vermelho. Esse feijão é mais firme e mantém a forma depois de cozinhado, perfeito pra saladas, além de ter uma cor linda.

Eu sou louca por feijão, mas com o escaldante verão palestino cada dia mais próximo, a idéia de comer algo quente e pesado não me apetece nem um pouco. Por isso fiquei tão feliz em ter encontrado um prato à base de feijão mas que é leve e fresquinho. Agora vou poder comer feijão mesmo quando fizer 40° lá fora, sem derramar uma gotinha sequer de suor. Não sei o que é melhor: entrevista no Vista-se ou comer feijão o ano todo.

 Salada de feijão e milho

Obviamente, você pode usar feijão preto no lugar do feijão vermelho. Só não esqueça de cozinhar com sal suficiente (acrescente o sal no final do cozimento) pro feijão ficar mais gostoso. Tentei fazer saladas com feijão cozinhado só na água e mesmo acrescentando sal depois, o interior dos grãos continua insosso. Eu uso cebola verde porque não sou muito fã de cebola crua, mas cebola roxa é mais tradicional nessa receita. Assim como no creme de milho, milho fresco faz toda a diferença então é melhor não usar enlatado. Feijão e milho juntos formam uma proteína completa (lembrem-se do mantra vegano “leguminosa + cereal = proteína vegetal completa”) então essa salada pode ser servida como prato único.

 2x de feijão vermelho cozido (sem temperos mas com sal)

1x de milho fresco (cerca de 1 espiga) ou congelado

1x de pimentão em cubinhos (uma mistura de verde e vermelho, se possível)

1/2x de cebolinha picadinha (ou cebola roxa)

1 tomate em cubinhos

1 punhado de coentro picado (usei 3/4x)

1cs de azeite

Vinagrete:

1/3cc de semente de coentro em pó

1/3cc de cominho

4cs de azeite

4cs de suco de limão

sal e pimenta do reino a gosto

Aqueça 1cs de azeite em uma frigideira e refogue o milho até ficar macio e bem dourado. Tempere com sal a gosto. Na tigela em que for servir, junte todos os ingredientes da salada, menos o coentro. Combine os ingredientes da vinagrete e despeje sobre a salada. Misture bem pra cobrir todos os legumes com o molho. Junte o coentro e misture mais uma vez. Sirva imediatamente ou, melhor ainda, deixe a salada repousar meia hora em temperatura ambiente pros sabores se acentuarem. Serve 4 porções como acompanhamento, 2 como prato principal (o que prefiro).

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